Eu vejo seus olhos fechados, não por obrigação
Mas repousando as pálpebras numa serenidade absurdamente tranquila.
Os lábios entreabertos sem preocupação de forma.
A cabeça pende no travesseiro e esquece de se movimentar.
Os braços soltos com os dedos se mexendo em pausa.
O peito fresco como se recebesse um ar puro e lento.
As pernas repousam preguiçosas e despreocupadas.
Volto a ver seu rosto, que agora está com um sorriso pequeno e tímido
Mas que é de uma alegria e contentamento visíveis.
Vejo os pêlos do seu braço arregalarem.
A sua coxa fisgando com o seu pescoço
Em movimento mais delicado que um piscar.
O frio-arrepio entrando pelas unhas do pé e percorrendo até a cabeça
Mas paro no sorriso novamente.
Um sorriso de lado, no qual os olhos quase abrem
E que num excesso de plenitude, olha pelos cílios, só pela graça!
A testa enruga, esperando o sinal que virá
E quando vem, as pálpebras tremem.
O ombro levanta quando da virilha vem uma sensação...
E você me perguntando por que eu gosto de te tocar!
*suspiro*
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