Claro que querem saber o quanto e como é contente
Quem não pode falar na segunda pessoa certamente não saberá
Tenho pena que não podem saber o quanto pode ser tsunâmico
Nunca verão suas próprias vidas com tanta satisfação
Se tentarem, terão o toque, mas nunca a carícia
Não conhecerão o abismo preenchido que abre dentro do peito
Muito menos o leve fio primordial
Podem sentir até vontade de ter
Desejar ter o sentimento
Mas não saberão do gosto
Do quanto diferencia se ausente
Do absurdo de ser pleno
Pescarão muitos, porém todos morrerão
A compulsão não ajudará a pensar
Sensações são possíveis
Frios abdominais
Garganta seca
Tremores ósseos
Olhos úmidos
Pulmões ocos
Mas jamais terão Sentimentos
Nunca
Repito
Nunca
Terão
Nada
Disto
Intimidade
não esquecendo que dá pra confundir frio abdominal com a coxinha da feira que desceu mal
ResponderExcluire que os tremores ósseos podem ser osteoporose, e a garganta seca...bem, deixa pra lá. #chaveinterpretativa
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirUau, e eu pensando que a Intimidade resumia-se apenas ao ato de baixar as calças sem se sentir constrangido(a). Heim, a princípio pensei que essa "Intimidade" fosse uma receita de pudim. Hum!
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