quarta-feira, 12 de maio de 2010

Intimidade

Claro que querem saber o quanto e como é contente
Quem não pode falar na segunda pessoa certamente não saberá
Tenho pena que não podem saber o quanto pode ser tsunâmico
Nunca verão suas próprias vidas com tanta satisfação
Se tentarem, terão o toque, mas nunca a carícia
Não conhecerão o abismo preenchido que abre dentro do peito
Muito menos o leve fio primordial

Podem sentir até vontade de ter
Desejar ter o sentimento
Mas não saberão do gosto
Do quanto diferencia se ausente
Do absurdo de ser pleno
Pescarão muitos, porém todos morrerão
A compulsão não ajudará a pensar

Sensações são possíveis
Frios abdominais
Garganta seca
Tremores ósseos
Olhos úmidos
Pulmões ocos
Mas jamais terão Sentimentos

Nunca
Repito
Nunca
Terão
Nada
Disto
Intimidade

4 comentários:

  1. não esquecendo que dá pra confundir frio abdominal com a coxinha da feira que desceu mal

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  2. e que os tremores ósseos podem ser osteoporose, e a garganta seca...bem, deixa pra lá. #chaveinterpretativa

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Uau, e eu pensando que a Intimidade resumia-se apenas ao ato de baixar as calças sem se sentir constrangido(a). Heim, a princípio pensei que essa "Intimidade" fosse uma receita de pudim. Hum!

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